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| Estação Sé - Não tão cheia assim, mas sempre estressante |
Já deixei claro meu sentimento por minha terra natal e podem ter certeza que lerão muito por aqui que vivo uma relação de amor e ódio por São Paulo. Consigo admirar e detestar este lugar em curtos períodos de tempo, mas por esses dias algo ficou bem claro na minha cabeça: o que gera essa alternância não é a cidade em si e sim, as pessoas que vivem nela.
Seja paulistano de nascença ou de consideração, grande parte do povo que mora por aqui parece ter perdido um preceito básico da boa sobrevivência: a educação. Um lugar muito claro para se colocar isso a prova é dentro de qualquer transporte público.
Eu poderia dizer que isso de dá em horário de pico, mas na minha opinião isso já se tornou um mito por aqui. Saio para trabalhar às 9 da manhã e ainda encontro ônibus e metrô abarrotados de gente. Gente que te empurra e não pede licença, que vê você se matando com diversas coisas na mão, mas não pede para segurar.
Quando saia para trabalhar por volta das 6:40 da manhã, me lembro de passar por uma situação que até pode ser chamada de interessante. Quando você acha que não cabem mais pessoas dentro de um vagão, e aí que você se engana. Lembro que nem fazia muito esforço para andar, pois era empurrada e encaixada no meio daquela caixa metálica. Outro fator inexplicável era o fato de as pessoas empurrarem umas as outras e ainda acharem graça naquele ato, sem se preocupar que, a sua frente, existiam pessoas idosas e que poderiam se machucar.
Existe outra peculiaridade envolvendo idosos: a capacidade que eles têm de provocar sono nos jovens. Não que seja proibido sentar-se nos bancos especiais, mas uma vez que qualquer pessoa necessite mais que alguém saudável daquele acento, é dever conceder o assento. No entanto todos parecem ter esquecido o bom senso em alguma parte oculta do cérebro e fingem dormir ao avistar o perigo de perder o lugar no ponto do lado de fora do transporte.
A má educação não para por aí. Em horário de grande movimentação na faculdade (em torno de 18:30 e 19:10) os estudantes da São Judas faltam se matar para entrarem no elevador. Praticamente o mesmo empurra-empurra que se encontra no metrô e com o mesmo tom de graça que já mencionei. E ai de você se esboçar que não gostou de ser pisoteado pelo engraçadinho! Olham como se você estivesse errado por esperar um pingo de respeito vindo do próximo!
Há ainda homens desagradáveis que acham que quando eles falam coisas que bem entendem a uma mulher, coisas por vezes bem desrespeitosas, que se revoltam por não obterem respostas das moças que tratam como lixo nas ruas. Se revoltam, xingam e cobram educação.
Como assim? Que inversão de valores é essa que vem acometendo a cidade onde nasci? Quer dizer que agora o certo é errado e o errado é certo? Sou do tipo de pessoa que agradece ao motorista do ônibus por ter parado para mim. Agradeço também o padeiro, a moça dos frios e o jornaleiro. Minha língua não cai ao fazer isso. Pelo contrário. Até me sinto melhor.
São pequenos gestos que podem fazer grandes diferenças. As pessoas tem se esquecido disso em diversos setores de suas vidas. A vida em cidades grandes se tornam estressantes por si só. Se cada um fizesse sua parte, se atentassem a esses detalhes mínimos, fariam diferenças enormes.
São pequenos gestos que podem fazer grandes diferenças. As pessoas tem se esquecido disso em diversos setores de suas vidas. A vida em cidades grandes se tornam estressantes por si só. Se cada um fizesse sua parte, se atentassem a esses detalhes mínimos, fariam diferenças enormes.
Enquanto isso, sigo fazendo o que para muitos parece errado. Agradeço o ascensorista, peço desculpas quando esbarro ou piso em alguém e seguro a bolsa daqueles que estão em pé.

O problema é que isto não é uma peculiaridade de SP. Hoje em dia, má educação se encontra em qualquer lugar, assim como a boa educação, cada vez mais rara.
ResponderExcluirO jeito é respirar fundo e mantermos nossa própria educação quando possível.