quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Para as preguiçosas

Assim como eu, tenho certeza que muitas mulheres, pelo menos uma vez na vida, tiveram preguiça de tirar a maquiagem. Sempre em busca de praticidade e agilidade, o processo de lavar a pele com um gel de limpeza, tonificar e depois passar um hidratante pode parecer muito longo para o final do dia quando na verdade, o que queremos mesmo é dormir logo.

Nossos problemas acabaram. Muitas marcas lançaram incríveis lenços umedecidos de limpeza de pele. Estes demaquilantes são ótimos para nos ajudar em qualquer hora do dia ou situação. Está indo para uma entrevista de emprego e ao retocar a make no ônibus o motorista freou. Borrou o lápis? Calma! O lencinho limpa facilmente.

Passei por duas marcas antes de encontrar a preferida. Usei os da marca Softy's. Gostei a princípio. Ele vem com 20 unidades e é 3 em 1: limpa, tonifica e hidratada. Custa em torno de R$ 13,00. Resolvi mudar um pouco e comprei por algum tempo os lenços da linha Faces da Natura. Vem em uma embalagem superfofa com 10 unidades a R$ 10. O custo benefício não é dos melhores e sua função é apenas a de demaquilante. 

No final do ano passado, antes de viajar e na correria, entrei na primeira farmácia que vi e procurei pelo produto. Não encontrei nenhuma marca conhecida. Analisando os outros produtos, me deparei com os lenços de limpeza da Nivea Visage. O preço assusta um pouco (R$ 18), mas a quantidade de lenços (25 unidades) e a facilidade 3 em 1 me chamaram a atenção. Além disso, ele remove rímel à prova d'água.

Quando usei percebi que o preço era um mero detalhe. O produto vale realmente a pena. Além de remover por completo a maquiagem, a pele fica bem macia e o cheirinho que ele deixa é muito bom.

Lenços 3 em 1 da Nivea Visage. Recomendo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Não basta correr atrás. Sorte é a palavra.

Um dia desses, ao abrir o feed de notícias do Facebook, fui surpreendida pela seguinte frase: "Terceiro ano de faculdade e eu aqui me questionando se é isso mesmo que eu quero da minha vida". A princípio fiquei chocada. Como uma menina que é uma ótima aluna, esforçada e que tem um talento claro para a escrita consegue duvidar do seu potencial? De que jornalismo é o caminho certo para ela? 

Dias depois, um questionamento similar acometeu meus pensamentos. Por que eu faço jornalismo? Por que não cursei outra coisa?
Simples. O fato é que não sei fazer outra coisa. Sei escrever. Um dos motivos mais clichês dos estudantes dessa área.

A razão da escolha é que fui motivada pelo coração, como sempre. Juntei o talento que os professores e amigos diziam que eu tinha mais a vontade adolescente que perdurou até o início da fase adulta. Pesquisei muito antes de me inscrever em jornalismo na São Judas. Mesmo esta sendo a única vontade. Cogitei até turismo, mas desisti. Fiquei com a opção que me pareceu mais acertada.
Pareceu. Três anos depois percebi uma coisa. Não basta escrever bem. Entusiamo, amor à profissão escolhida, notas boas e dedicação  não são fundamentais para ser um jornalista. É necessário sorte. Quanta gente boa, de texto jornalístico impecável e base gramatical incrível está fora do mercado? Quantos colegas de classe que sei que são excelentes  chegam ao quarto ano sem conseguir estagiar?

Amo jornalismo. Depois que entrei na faculdade isso ficou mais evidente. No entanto, será que um dia conseguirei dar orgulho aos meus filhos pela mãe jornalista? Será que contribuirei na renda da família por trabalhar na profissão que quis ter e estudo para ter?

São estes questionamentos mais a realidade que bate à minha porta que hoje fazem com que eu diga que eu não faria comunicação social. Se existisse uma máquina do tempo e meu pensamento atual voltasse em 2009, certamente eu faria outro curso. Não por falta de aptidão, amor ou capacidade. Apenas por não saber se um dia terei o prazer de trabalhar naquilo que meu coração e habilidade escolheram para mim.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um dia de pintora


Motivada por uma fase de mudanças e com o as dicas de design de interiores de Renata Amaral, dezembro passado resolvi transformar o meu quarto. A aparência adolescente dele andava me incomodando há um tempo: muitos bichinhos de pelúcia, bibelôs, muitas fotos no mural... Tudo isso destoava um pouco da personalidade que adquiri nos últimos dois anos.

O cenário era simples. Persianas e três murais azuis e, como já mencionei acima, muitos enfeites que destoavam com o meu atual jeito. Fiz diversas pesquisas pela web e depois das dicas da Renata, para saber o que poderia se encaixar com minha ideia principal, cheguei ao seguinte resultado: uma parede cinza e adesivos de parede pretos, com estampas de uma moça caminhando com um poodle entre árvores.

Dentre essas buscas notei a sofisticação e seriedade que o cinza pode trazer a um cômodo. Estou longe de ser sofisticada, mas séria, sim. Contudo, me deparei com um probleminha: a persiana. Não quis comprar nada em cinza, pois daí o ambiente ficaria poluído demais, uma vez que a parede os murais ficam bem próximos. Pensei em mudar a cortina para preto, mas taí uma mudança no ambiente que eu ainda não estou pronta para fazer.
Mural em processo de transformação

Foi então que um dia, encontrei a sugestão de um decorador que mesclou numa sala cinza com o mesmo tom de azul que eu tinha. Perfeito! Resolvi então manter a persiana e iniciei a pequena reforma.

Primeiro pintei os murais. Sem maiores problemas. Duas mãos de tinta cinza e tudo pronto. Cobri facilmente o azul. Não envernizei nem lixei. Deixei do jeito que ficou. Enquanto estão sem fotos, coloquei imãs do mesmo estilo em cada ponta.

Depois, parti para as paredes. Olhando meu pai fazer isso por anos, achei que era fácil e sempre tive vontade de fazer. Não digo que nunca mais farei, pois achei bem divertido, mas as dores, inchaços e inflamações que adquiri após a pintura, são consideráveis. Iniciei pela parede que ficaria cinza. Caso borrasse as outras (e isso aconteceu) poderia cobrir com o branco depois.

Eu - Momento árduo de trabalho
As brancas foram mais fáceis. Duas camas e fim de papo. Cobri todos os móveis com plástico bolha e o chão com jornais. É o melhor a se fazer caso assim como eu, você seja desastrado, tropece no balde de tinta ou se pinte inteiro (além das paredes, é claro).

Após a trabalheira o que posso dizer é que AMEI o resultado final. O quarto ficou mais adulto, como eu queria. Estou numa fase (longa) de introspescção, de análises e pensamentos e o quarto do jeito que está colabora com o momento.

Resultado Final










quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O que você quiser

Só posso postar uma coisa:
A música do clipe abaixo não sai da minha cabeça!!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias

O tão esperado último ano de faculdade se aproxima e o grande receio de não saber se estarei estagiando em 2012 me persegue.
As incertezas da vida ainda me incomodam, mas confesso que não perco mais o sono por causa delas.
Adquiri uma frieza, uma indiferença para determinadas coisas que só me fizeram bem ao longo de 2011 e quero levar isso para o próximo ano.

Não tenho grandes desejos, apenas trabalhar na área. Dentro de algo que ainda não fiz. Algo que me desafie, que puxe o melhor de mim. Do resto, corro atrás.
Sei que será um ano acadêmico puxado. Os projetos, além de grandiosos, serão trabalhosos. Será, também, um ano em que trabalharemos muito maiscom a comisão de formatura. Meio assustador, mas já que resolvi encarar isso, só aceito como resposta final a nossa sonhada festa de formatura.



Não gosto de fazer certos planos a longo prazo. Ou acabo não cumprindo ou a vida traça outras rotas para mim. Desta forma, este poste será pequeno mesmo. 
No mais, a única coisa que desejo para os próximos 365 dias é muito trabalho. O resto, mesmo aos trancos e barrancos, sei que consigo tirar de letra.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Este ano em grande detalhe

Como sempre digo, anos impares são os meus preferidos. Não foi diferente em 2011.
Muitas coisas não aconteceram da forma como eu queria, mas oportunidades vieram, pessoas novas também. Arranjei meu primeiro estágio na hora e senti na pele a gostosura que é trabalhar com cultura.

Mudei radicalmente este ano. Minha paciência e calma estavam em um nível que por muitas  vezes, a sensação que eu tinha é que eu estava passiva demais. Descobri, graças a três anos de universidade, que o que importa é eu fazer a minha parte. Por isso fiquei mais leve.

Cansada de sofrer, larguei de mão de tudo e todos que eram grosseiros, disprezaram minha amizade ou estavam ocupados demais com seus próprios problemas para se lembrarem de mim. Quem me procurou teve uma grande amiga. Quem não procurou, não sentiu nada. Cansei de grandes brigas seguidas de um drama mexicano só para deixar claro que aquela ou outra pessoa não são mais importantes. Apenas me calo.

A propósito, silêncio foi a palavra do ano. Me calei diversas vezes, mesmo tendo razão. Em muitos momentos, o choro foi o que mais se fez presente, mas ainda sim, dentro do meu jeito anterior, elas rolaram poucas vezes.

Assumi responsabildades demais, confesso. Vi meu tempo e minha agenda tomados unica e exclusivamente voltados para a faculdade. O terceiro ano de jornalismo foi o mais puxado até agora. Há quem diga que no quarto ano é pior e se for, não sei o que será de mim.
A comissão de formatura tem sido um teste de paciência, de equilibrio. Acredito que o meu maior desafio dos últimos anos.

Conheci Porto Alegre em outubro. AMEI a cidade! Amei meus poucos dias por lá. Amei tudo o que fiz. Não dou maiores detalhes. A única coisa que posso dizer é que esta viagem foi, certamente, o maior divisor de águas da minha vida.

Após 24 anos de espera "ganhei" um cachorro. Como eu já postei por aqui o Kiko é quem nos achou. Simplesmente agregamos ele à família. E a experiência tem sido incrível. Discipulo de Marley (cachorro do filme Marley e Eu) o meu gordo dá muito trabalho, sofre de carência excessiva, tem um latido que dói no fundo do ouvido, mas nos enche de alegria com suas peripécias e desastrices!
Aprendi a parar de reclamar da vida. E estou muito mais feliz assim. Os problemas existem, as preocupações e as contas à pagar também, mas a vida fluiu melhor sem ficar me queixando de tudo para todos. Não os ignorei, apenas comecei a tirar proveito até das dificuldades que a vida me propôs. E com a cabela fria, consegui resolver tudo da melhor forma possível.

domingo, 27 de novembro de 2011

Este mês em grande detalhe

Meu aniversário. Novembro é meu mês e nunca liguei muito para isso. Pelo contrário, diferentemente da maioria das pessoas deste mundo eu adoraria dormir dua antes do me aniversário e só acordar no dia seguinte a ele. Motivos pessoais fortíssimos.

No entanto, desde outubro eu mudei. Percebi que tenho coisas mais importantes para me abalar do que o dia do meu próprio nascimento. Ainda sim, por causa de outubro, sou muitissimo grata por poder comemorar mais um ano de vida.


Diferentemente do ano passado. Ganhei muitos presentes e mimos! Quem não gosta de ser mimado, não é mesmo? Maquiagens, celular novo, colarzinho, bolo surpresa no almoço com os estagiários, chocolate, blusinha.Passei mais da metade do mês ganhando presentes e achei isso bárbaro! 

Tradicionalmente, almocei com as amigas. Fomos a um rodízio de comida mexicana. Me acabei naquela comida picante! E não contente com isso, ainda acrescentava mais pimenta aos meus nachos e tortillas!

Obviamente que após isso, meu estômago conversou comigo a noite toda. Não que a comida tenha me caido mal, mas é que adquiri uma gastrite após os excessos de não comer e dormir bem.

Fui ao médico e estou fazendo tratamento com omeprazol. Por DOIS meses estou privada dos prazeres da vida tais como batata frita, pastel, cachorro quente, mc donald's, docinhos, coca-cola, café... Minha geladeira anda saudável como nunca foi. Sucos SuFresh de vários sabores, danone, queijo branco, salada... Ai ai

Junto com novembro vem as provas do segundo semestre e a tensão de tentar passar sem sub. Acho que nunca terei esse gostinho. Ainda acometida pelo cansaço inexplicável, minha primeira semana de estudos foi deplorável. Não conseguia me concentrar, dormia sentada enquanto estudava. Pedi alguns dias de folga no trabalho para compensar depois. Tomei muito energético na primeira semana, mas de nada adiantou.

Na segunda semana, os dias sem ir trabalhar me ajudaram bastante. Consegui estudar melhor, mas ainda sim de forma esquisita. Não cheguei ao meu auge de concentração e não sei porque.

Esse mês foi bem atípico também. Primeiro porque eu e os estagiários da SPCD almoçamos juntos mais de uma vez. Até jantamos no Subway. Ficamos mais juntos. O clima de despedida vem pesando um pouco mais e ainda que eu esteja saindo porque eu quero, despedidas me incomodam. Muito mais do que antes.

Outra coisa inusitada: Conseguimos jogar volêi na quadra da São Judas. Foi ótimo! Rimos, nos matamos para não perder os lances e fomos fotografados. Finos!
No dia seguinte, meus braços estavam completamente roxos e doloridos, parecia que eu tinha levado uma surra. O dedo inchado e o ossinho do dedão completamente roxo.

Tomei uma decisão difícil, mas importante: rompi o contrato com a São Paulo. Acredito que neste momento da minha vida, diante da mobilidade que o estágio me permite e pensando a longo prazo, preciso conseguir um outro estágio que me traga novas experiências.

O clima de despedida já me incomoda. Sentirei falta de tudo. Sentirei falta das pessoas, das risadas, dos espetáculos. De rir das viajadas do Murilo, das conversas com a Renata, da forçada Bia, das piadas do Koba, do mau humor do Lucena, das peraltices da Marina, de balançar na minha cadeira ao som da melhor coreografia de balé contemporâneo da SPCD: Gnawa.

No mais, se arriscar é preciso. Como eu mesma disse: É muito difícil sair da zona de conforto.