Um dia desses, ao abrir o feed de notícias do Facebook, fui surpreendida pela seguinte frase: "Terceiro ano de faculdade e eu aqui me questionando se é isso mesmo que eu quero da minha vida". A princípio fiquei chocada. Como uma menina que é uma ótima aluna, esforçada e que tem um talento claro para a escrita consegue duvidar do seu potencial? De que jornalismo é o caminho certo para ela?
Dias depois, um questionamento similar acometeu meus pensamentos. Por que eu faço jornalismo? Por que não cursei outra coisa?
Simples. O fato é que não sei fazer outra coisa. Sei escrever. Um dos motivos mais clichês dos estudantes dessa área.
A razão da escolha é que fui motivada pelo coração, como sempre. Juntei o talento que os professores e amigos diziam que eu tinha mais a vontade adolescente que perdurou até o início da fase adulta. Pesquisei muito antes de me inscrever em jornalismo na São Judas. Mesmo esta sendo a única vontade. Cogitei até turismo, mas desisti. Fiquei com a opção que me pareceu mais acertada.
Pareceu. Três anos depois percebi uma coisa. Não basta escrever bem. Entusiamo, amor à profissão escolhida, notas boas e dedicação não são fundamentais para ser um jornalista. É necessário sorte. Quanta gente boa, de texto jornalístico impecável e base gramatical incrível está fora do mercado? Quantos colegas de classe que sei que são excelentes chegam ao quarto ano sem conseguir estagiar?
Amo jornalismo. Depois que entrei na faculdade isso ficou mais evidente. No entanto, será que um dia conseguirei dar orgulho aos meus filhos pela mãe jornalista? Será que contribuirei na renda da família por trabalhar na profissão que quis ter e estudo para ter?
São estes questionamentos mais a realidade que bate à minha porta que hoje fazem com que eu diga que eu não faria comunicação social. Se existisse uma máquina do tempo e meu pensamento atual voltasse em 2009, certamente eu faria outro curso. Não por falta de aptidão, amor ou capacidade. Apenas por não saber se um dia terei o prazer de trabalhar naquilo que meu coração e habilidade escolheram para mim.
São estes questionamentos mais a realidade que bate à minha porta que hoje fazem com que eu diga que eu não faria comunicação social. Se existisse uma máquina do tempo e meu pensamento atual voltasse em 2009, certamente eu faria outro curso. Não por falta de aptidão, amor ou capacidade. Apenas por não saber se um dia terei o prazer de trabalhar naquilo que meu coração e habilidade escolheram para mim.


